O Relatório de Impacto da 1ª edição regional do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável mostra que impacto não é abstrato ele pode ser medido, gerido e incorporado ao modelo de negócio.
Após a edição nacional de 2025, uma pergunta ficou em aberto: como transformar diretrizes em prática real nos destinos? A resposta começou pelos territórios.
Belo Horizonte não foi escolhida por acaso. Minas Gerais reúne diversidade cultural, relevância econômica no setor e desafios concretos ligados à sustentabilidade, um cenário estratégico para colocar a agenda em movimento. Foi lá que aconteceu o 1º Fórum Regional Brasileiro de Turismo Responsável, reunindo quem está na operação diária do turismo: empreendedores, comunidades, pesquisadores e gestores públicos.
Quem esteve na sala

O evento reuniu cerca de 300 participantes, representando 37 destinos diferentes de todo o Brasil. Entre os presentes, 43,2% eram empreendedores, ou seja, quem debate no Fórum é quem está na operação do turismo, todos os dias.
O perfil dos participantes traduz o compromisso do Fórum com diversidade: 61% vieram de grupos minorizados e 73,9% das palestrantes eram mulheres. Não há agenda de turismo responsável que se sustente sem incluir quem mais depende e quem mais é impactado pelo setor.
Os três eixos da edição

ESG aplicado ao turismo
O painel “Do Relatório ao Território” conectou empresas, comunidades e políticas públicas em torno de indicadores concretos. O foco esteve em desenvolvimento econômico local, valorização cultural como ativo estratégico e orientação real à tomada de decisão não apenas conceitos, mas ferramentas.
Sustentabilidade integrada à execução
O evento foi realizado com meta de carbono neutro, redução de resíduos e engajamento de fornecedores locais. A sustentabilidade não foi pauta, foi operação. Essa coerência entre discurso e prática é o que diferencia o Fórum como plataforma de referência.
Impacto econômico direto no território
A edição fortaleceu negócios locais, estimulou a produção associada ao turismo e gerou novas conexões e parcerias entre participantes. O território foi protagonista não apenas no cenário. Comunidades, empreendedores e gestores construíram juntos uma agenda que permanece após o evento.
O que os números dizem

Mais de 90% dos participantes avaliaram positivamente a experiência. O engajamento pós-evento e a alta geração de conexões reforçam um ponto central: o Fórum não se encerra quando as luzes se apagam. Ele continua como plataforma de articulação, conhecimento e desenvolvimento do setor.
O que vem a seguir

A expansão para edições regionais indica maturidade. O turismo responsável no Brasil está deixando de ser pauta e passando a ser prática tratada como vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental, com dados que sustentam cada decisão.
Em breve serão anunciadas as próximas edições regionais do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. Acompanhe as novidades e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma atualização.

